As redes sociais revolucionaram o marketing de moda, e ferramentas de inteligência artificial generativa como Sora, Midjourney e DALL-E já permitem às marcas criar conteúdos multimédia avançados. Contudo, a maior inovação atual reside na ascensão dos influenciadores de IA. Estas figuras virtuais são geradas por algoritmos avançados que simulam o comportamento humano, transformando por completo a ligação entre as marcas e os consumidores. O panorama atual divide-se claramente em duas frentes, com as personas virtuais a dominar as campanhas de moda e os líderes de pensamento a moldar o desenvolvimento técnico desta tecnologia.
No campo dos avatares virtuais globais, estes personagens totalmente digitais movem milhões em publicidade e atraem especialmente as gerações mais jovens. Um dos maiores exemplos é Lil Miquela, criada em 2016, que conta com quase três milhões de seguidores no Instagram e já colaborou com marcas como a Prada e a Calvin Klein, além de aparecer em revistas como a Vogue. Outro nome pioneiro é Shudu Gram, criada pelo fotógrafo Cameron-James Wilson em 2017 e considerada a primeira supermodelo digital do mundo, destacando-se na alta costura através de parcerias com a Balmain.
O mercado asiático e europeu também apresenta forte crescimento com estes novos rostos digitais. Imma, uma influenciadora virtual japonesa de cabelo rosa criada pela ModelingCafe, destaca-se pelo seu hiperrealismo e por ligar o quotidiano a marcas de maquilhagem e tecnologia. Na Europa, a modelo espanhola Aitana Lopez domina o mercado com conteúdos focados em fitness e moda. A estas juntam-se ainda Aisha Neo, que se destaca pelo cruzamento entre tecnologia e cultura pop, e Lu do Magalu, de origem brasileira, que se tornou uma das maiores influenciadoras virtuais do mundo com foco em lifestyle e retalho.
Portugal acompanha de perto esta inovação, tanto na criação de identidades virtuais como na aceitação por parte do público. O maior fenómeno nacional é Olívia C., uma influenciadora criada pela agência Falamusa, nas Caldas da Rainha. Olívia conquistou o terceiro lugar no primeiro concurso mundial de Miss IA e protagoniza atualmente campanhas para marcas como a XPENG. Esta adesão reflete-se também no comportamento dos consumidores, uma vez que dados recentes indicam que quarenta e cinco por cento dos portugueses já confiam mais nas recomendações diretas de sistemas de IA generativa do que em influenciadores humanos tradicionais para tomar decisões de compra.
Para compreender o avanço desta tecnologia e o seu impacto no emprego e na produtividade, torna-se igualmente fundamental seguir os líderes de pensamento do setor. Sam Altman, CEO da OpenAI, continua a ser a figura central nos avanços de agentes autónomos, enquanto Ethan Mollick, professor que testa ferramentas em contexto real de produtividade, é uma leitura obrigatória para perceber como a inteligência artificial altera o mercado de trabalho. No campo educativo e ético, Andrew Ng surge como a referência mundial para a aprendizagem prática da tecnologia através da DeepLearning.AI, Fei-Fei Li destaca-se na defesa de uma tecnologia centrada no ser humano, e Andrej Karpathy permanece essencial para quem procura entender a programação e o funcionamento dos modelos de linguagem.
O futuro do marketing aponta para uma presença cada vez maior de influenciadores de IA na moda. A capacidade de fornecer mensagens personalizadas de forma consistente, combinando entretenimento e publicidade, torna estas personagens virtuais ferramentas altamente eficazes para as marcas. Quem pretender acompanhar o impacto cultural e o marketing deve focar a sua atenção na evolução de avatares como Olívia C., ao passo que os interessados em produtividade e atualizações técnicas devem acompanhar de perto os perfis de Ethan Mollick e Andrew Ng.

