O Liverpool Hospital, em Sydney, introduziu a primeira máquina de crioablação guiada por ressonância magnética na Austrália, marcando um passo revolucionário no tratamento do cancro. Esta tecnologia inovadora permite destruir tumores através do congelamento, transformando-os numa bola de gelo sem a necessidade de recorrer a cirurgias abertas complexas. O procedimento baseia-se na inserção de agulhas finas diretamente nas células cancerígenas, utilizando um sistema de refrigeração a gás que preserva de forma segura os tecidos saudáveis circundantes.
A grande vantagem deste método reside na combinação da eficácia do congelamento com a precisão milimétrica da monitorização contínua por ressonância magnética. Ao contrário dos métodos tradicionais, os médicos conseguem acompanhar visualmente o crescimento da esfera de gelo em tempo real, garantindo a eliminação total do tumor em áreas de alto risco, como a coluna vertebral, onde qualquer desvio poderia causar danos neurológicos graves.
Por ser um procedimento minimamente invasivo, o impacto na vida dos doentes é imediato, permitindo que a grande maioria regresse a casa logo no dia seguinte. Um exemplo claro deste sucesso foi o caso de Josephine Cordina que, após acordar completamente sem dores na manhã seguinte ao tratamento de um tumor doloroso na coluna, evitou uma intervenção cirúrgica de elevado risco.
Segundo o especialista Glenn Schlaphoff, o potencial desta máquina estende-se além das lesões na coluna, sendo igualmente eficaz e segura no tratamento de tumores em tecidos moles localizados noutros órgãos vitais, como o fígado e os rins, onde a preservação do tecido saudável é fundamental.

