A Eve Air Mobility, subsidiária da construtora aeronáutica Embraer, concluiu com sucesso a etapa de voos pairados e de baixa velocidade do protótipo do seu veículo elétrico de descolagem e aterragem vertical (eVTOL). Com o encerramento desta fase, o programa avança para os testes de transição em voo, planeados para o segundo semestre de 2026, após a realização de uma série de ensaios em solo nas próximas semanas.
Esta primeira campanha de ensaios acumulou um total de 59 voos bem-sucedidos, registando 2 horas, 27 minutos e 33 segundos de operação. O processo permitiu recolher dados de alta fidelidade para validar os sistemas de controlo, os modelos aerodinâmicos e o desempenho estrutural da aeronave.
Durante os testes, o protótipo demonstrou estabilidade tanto em voos pairados como em manobras de baixa velocidade. A progressão dos ensaios dividiu-se em patamares específicos de velocidade e altitude:
Velocidade inicial: Operação abaixo de 15 nós (aproximadamente 28 km/h).
Velocidade avançada: Progressão até próximo dos 20 nós (cerca de 37 km/h), fase em que foram testados comandos simultâneos nos quatro eixos de controlo da aeronave.
Altitude e autonomia: O veículo atingiu uma altitude máxima de 215 pés (cerca de 65 metros) e registou um tempo máximo de permanência em voo de 3 minutos e 48 segundos.
Ao todo, foram cobertos mais de 100 pontos de ensaio em voo. Esta fase incluiu também as primeiras demonstrações do sistema de aterragem automática e do modo simplificado de pilotagem eletrónica fly-by-wire. Os dados técnicos indicam que os níveis de ruído ficaram dentro do esperado, enquanto os sistemas de propulsão e o rendimento das baterias superaram as projeções iniciais.
A Eve beneficia da estrutura da Embraer, multinacional que lidera o mercado mundial de aviação comercial em aeronaves de até 150 lugares. Com mais de uma centena de clientes globais, a construtora brasileira mantém uma vasta rede de unidades industriais, escritórios e centros de distribuição na América, África, Ásia e Europa.
Em Portugal, a Embraer assume um papel de relevo no setor aeronáutico nacional através da OGMA – Indústria Aeronáutica de Portugal, sediada em Alverca, onde detém a maioria do capital social com uma participação de 65%.
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