A startup finlandesa Kelluu angariou 15 milhões de euros numa ronda de financiamento de Série A para reforçar a segurança do espaço aéreo europeu através de dirigíveis autónomos. O investimento foi liderado pelo Fundo de Inovação da NATO, sendo esta a primeira vez que o organismo investe numa empresa da Finlândia. A operação contou também com a participação da Keen Venture Partners, Gungnir Capital e Tesi.
Atualmente, a Kelluu opera a maior frota mundial de dirigíveis autónomos vocacionados para missões persistentes de inteligência, vigilância e reconhecimento. Estas aeronaves não tripuladas utilizam hidrogénio como combustível e conseguem permanecer no ar durante mais de 12 horas, mesmo sob condições meteorológicas adversas. A tecnologia surge como uma alternativa eficaz às limitações das imagens de satélite, que podem carecer de detalhe, e dos drones convencionais, que enfrentam problemas de autonomia de bateria.
De acordo com os dados da empresa, apenas cinco dirigíveis conseguem monitorizar uma área de 30 mil quilómetros quadrados, o que equivale sensivelmente ao tamanho da Bélgica, a partir de uma única base. O Diretor Executivo e cofundador, Janne Hietala, traz para o projeto uma vasta experiência no empreendedorismo tecnológico, tendo anteriormente liderado a expansão global do Valamis Group.
O interesse dos investidores reflete uma necessidade crescente de colmatar lacunas na defesa da Europa, especialmente nas regiões do Ártico e no flanco leste da NATO. Conforme sublinhado pelos parceiros da ronda, a equipa da Kelluu foi formada numa das fronteiras mais expostas do continente, o que confere ao produto uma robustez diferenciadora.
O capital agora captado será utilizado para expandir a frota e continuar a desenvolver a plataforma de sensores. Embora o foco na defesa seja prioritário face ao atual contexto geopolítico, as aeronaves têm também aplicações civis relevantes, como a deteção precoce de incêndios florestais e a monitorização de infraestruturas críticas.

