A Releaf Paper desenvolveu um método verdadeiramente inovador que transforma folhas caídas em celulose, a matéria-prima essencial para a produção de papel. Esta abordagem permite-lhes produzir uma tonelada de celulose a partir de 2,3 toneladas de folhas mortas, um feito que, por sua vez, evita o corte de 17 árvores. Para além de ser uma solução profundamente ecológica, esta invenção contribui significativamente para resolver o problema da gestão das folhas mortas nas áreas urbanas, que tradicionalmente são depositadas em aterros ou incineradas, contribuindo para a poluição.
A marca estabeleceu parcerias estratégicas com várias autoridades de recolha de resíduos em diversas cidades europeias. Graças a estas colaborações, as folhas que outrora seriam descartadas são agora encaminhadas para a instalação da Releaf Paper em Paris, onde são processadas e transformadas numa vasta gama de produtos, incluindo sacolas, cadernos, caixas, embrulhos de presente e outros artigos de papel. Um dos aspetos mais notáveis do processo de fabrico da Releaf Paper é a ausência de produtos químicos agressivos como o enxofre ou o cloro. Esta característica não só reduz drasticamente o consumo de água, mas também diminui as emissões de carbono em até 78%, tornando o processo excecionalmente mais sustentável do que os métodos tradicionais de produção de papel.
A inspiração por trás da Releaf Paper veio de Valentyn Frechka, cofundador da empresa, durante os seus estudos em bioquímica. Após inúmeras tentativas e experimentos iniciais que não tiveram sucesso, Valentyn e o seu parceiro Alexander Sobolenko conseguiram finalmente, em 2017, desenvolver um método viável para produzir papel a partir de folhas mortas. Embora a guerra na Ucrânia tenha sido um catalisador que os levou a estabelecer a sua empresa em Paris, a startup Releaf Paper tem vindo a crescer e a prosperar desde então, consolidando-se como um exemplo notável de inovação em prol da sustentabilidade ambiental.

